quarta-feira, 13 de maio de 2009

Carta para um amigo que não vejo a mais de 30 anos


Oi Amigo! E ai! Tudo bem? Aqui? Tudo como D’Antes, uma Divina Comédia: Uns vai, outros vem. Eu? Continuo. Nem vou, nem fico, apenas vim, mas você ficou. Ficou, mas também, foi. São Paulo? Que cidade! Cada dia melhor e pior, cada um por si, Deus por um ou outro, de vez em quando. A vida? Continua. Pra onde? Não sei. Se me disseres de onde ela vem, lho direi para onde ela continua, claro, além da rua. A política? Se vai ou não? Talvez. Na verdade, nunca foi. Mas o povo sempre vai. Pra onde? Você sabe pra onde! É pra lá mesmo. Esperança? Eu não sei nada dela. E se é a última que morre, quem é que vai esperar por ela? Jamais saberemos. Nós? Pois é amigo Bomfim, lá se foram três décadas. Mas a gente continua. Na rua? Não. Tu em Dourados, daí, eu em São Paulo, daqui. Aí, os Dourados das queimadas, aqui, os Dólares da corrupção. Rimou? Não? Bem, não importa. Foi o que se pode arranjar, afinal, somos velhos guerreiros, dos belos anos sessenta. A velha jovem guarda, que geração alguma enfrenta. A garotada até que tenta. Só tenta, mas não agüenta. È o fim? Sim. Que bom que o seu nome é Bomfim! Obviamente, terás um bom fim. Sorri amigo Bomfim? Mas não de mim, ou pra mim, Sorri da vida que é assim, simplesmente, assim. Quanto a mim, lhe digo: Eu fico bem aqui, Amigo. Fui, ou melhor, vim, quero dizer, fico. Abraços para todos daí. Do amigo, daqui.


Josué

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