quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Macunaima em cordel de Mário de Andrade por Josué Gonçalves de Araujo


Setenta anos sem Mário de Andrade
Por: Josué Gonçalves de Araújo

Mario de Andrade nasceu
No ano noventa e três,
Fim do século dezenove.
Repleto de altivez,
Foi “um escritor difícil”,
Brilhando na “escuridez”.

Aos dez anos de idade
Fez um poema-canção,
Mas a mãe fez um muxoxo
Contra a sua inspiração.
Isso não atenuou
Seu ânimo na vocação.

A torre da velha era,
Mário não a implodiu,
Contudo, outra imponente,
Sobre os ombros, erigiu:
As bases do modernismo
Que a Pauliceia aplaudiu.

“Meu São Paulo da garoa”,
Mário é verbo intransitivo,
Completo sem complemento,
Futurista, intuitivo.
Pauliceia Desvairada
É obra desse inventivo!

As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”.
Sua obra consagrada,
“Macunaíma”, o herói,
Nas telas, foi projetada.

Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,"
“São glórias desta cidade. ”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!


Carente de ser amado,
Impunha-se combativo.
Intelectualmente, o Mário
Foi um ser hiperativo:
Sua alma, sua arte,
Polêmico e criativo.

Vinte e cinco, nesse dia,
No verão em fevereiro
Do ano quarenta e cinco,
Nós perdemos o guerreiro:
O Alfa do modernismo
No Brasil do brasileiro.

Da nossa literatura,
Alguém disse uma verdade:
Morte semelhante a essa,
Íntegra em acuidade,
Só de Machado de Assis,
Pleno em genialidade.

O Poeta é inserido
Pela arte do destino
Que a vida lhe atribui,
Na idade de menino.
Se a poesia o escolhe
É arranjo do divino.

Setenta anos sem Mário,
O poeta modernista,
As saúvas majoraram,
Sem o carão do romancista!
Também, verso, rima e métrica,
Tem se ampliado na lista.

Meu poeta futurista,
Símbolo da modernidade,
Tarsila era integrante
Do seu ciclo de amizade.
Junto com Manuel Bandeira
E o rebelde Oswald de Andrade.

Oxalá, que a Pauliceia,
Mais outro Paulista invente
Com verve igual a de Mário
E espírito eloquente,
Que nos livre do marasmo,
Renovando o presente!

domingo, 11 de setembro de 2016

Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, em Cordel. Cordelista: Josué G. de Araújo


Para homenagear Mário Andrade, cuja morte completou 70 anos o ano passado, o poeta cordelista Josué Gonçalves de Araújo adaptou para o cordel a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, uma das mais conhecidas obras do também autor de “Pauliceia Desvairada”, e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922. Josué o fez a propósito de atender o convite da professora Sueli Gonçalves – da Rede Municipal de Ensino -, criadora da APL – Academia Estudantil de Letras, que atua dentro da Academia Paulista de Letras.
A obra de Mário de Andrade vertida para o cordel no ano passado, e que foi publicada pela Editora Areia Dourada, terá lançamento oficial na Oficina Cultural Casa de Mário de Andrade, em 1º de outubro, com palestra sobre Cordelismo e apresentações musicais. Entre a palestra e a sessão de autógrafos haverá um momento de declamação e música, com a participação dos poetas Varneci Nascimento, Cleusa Santo e Carlos Moura.
Na apresentação da obra de Josué Araújo, o escritor e sociólogo Nando Poeta lembra que em suas viagens Brasil afora, para melhor conhecer a cultura de nosso povo, Mário de Andrade esteve no nordeste e se encantou com a vida simples e com o que se produzia artisticamente na região. Ali encantou-se com o cordel, a cantoria e, mesmo, com o cangaceirismo.
“De imediato,a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade do povo, as raízes da cultura nordestina”, depreende Nando Poeta do cordel de Josué, que incumbiu-se apresentar:
Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!
As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”
Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas foi projetada.
Era ainda os anos 1920 e nos ciclos eruditos o cordel era visto como uma literatura de pouco valor, por não agregar o lírico, mas Mário a enxergou diferente. “Para ele foi uma verdadeira descoberta.
Viu no cordel, um gênero literário e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O Baile das Quatro Artes publicou um capítulo ‘Romanceiro de Lampião’ retratando o período do cangaceirismo e, o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos coletados durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira”, assim continua Nando Poeta, na apresentação.
Defende o apresentante de Macunaíma em cordel, que Mário de Andrade inspirou-se em um dos folhetos clássicos do cordel brasileiro, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros desse gênero. “O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi a fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma” assegura o escritor apresentante.
O nome Macunaíma,
Ima – “grande”, maku – “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo…
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.
Sobre o autor
Nasceu em 16/11/1950 na cidade de Marabá Paulista – “Pontal do Paranapanema” (SP) -, mas viveu toda a infância e a juventude na cidade vizinha: Mirante do Paranapanema. Aos 18 anos migrou para São Paulo. Foi bancário e atualmente, além de escritor, é diagramador de textos para a Editora Luzeiro e Magazine Gibi. A Editora Luzeiro publicou vários livros de cordel de sua autoria:
O coronel avarento ou o homem que a terra recusouO mistério da pele da novilhaO gato de botasOs dez mandamentosApagando as pegadas em CordelO carroceiro e o burro, o burro esperto e o cavalo burroAs cabaças do Akpalô, e O país Kastoriano contra o império da terra do fogo.
O autor foi premiado no concurso nacional “Mais literatura de Cordel edição 2010” – Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, com a recriação em cordel da obra:
Os três fios de cabelo de ouro do diabo em Cordel”.
 Serviço:
Lançamento do livro e palestra
Oficina Cultural Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda
(próximo do metrô Mal Deodoro)
01/10/16, das 15 às 17h
http://jornalcentroemfoco.com.br/wp/arquivos/2426

Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, em Cordel. Cordelista: Josué G. de Araújo



Para homenagear Mário Andrade, cuja morte completou 70 anos o ano passado, o poeta cordelista Josué Gonçalves de Araújo adaptou para o cordel a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, uma das mais conhecidas obras do também autor de “Pauliceia Desvairada”, e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922. Josué o fez a propósito de atender o convite da professora Sueli Gonçalves – da Rede Municipal de Ensino -, criadora da APL – Academia Estudantil de Letras, que atua dentro da Academia Paulista de Letras.
A obra de Mário de Andrade vertida para o cordel no ano passado, e que foi publicada pela Editora Areia Dourada, terá lançamento oficial na Oficina Cultural Casa de Mário de Andrade, em 1º de outubro, com palestra sobre Cordelismo e apresentações musicais. Entre a palestra e a sessão de autógrafos haverá um momento de declamação e música, com a participação dos poetas Varneci Nascimento, Cleusa Santo e Carlos Moura.
Na apresentação da obra de Josué Araújo, o escritor e sociólogo Nando Poeta lembra que em suas viagens Brasil afora, para melhor conhecer a cultura de nosso povo, Mário de Andrade esteve no nordeste e se encantou com a vida simples e com o que se produzia artisticamente na região. Ali encantou-se com o cordel, a cantoria e, mesmo, com o cangaceirismo.
“De imediato,a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade do povo, as raízes da cultura nordestina”, depreende Nando Poeta do cordel de Josué, que incumbiu-se apresentar:
Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!
As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”
Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas foi projetada.
Era ainda os anos 1920 e nos ciclos eruditos o cordel era visto como uma literatura de pouco valor, por não agregar o lírico, mas Mário a enxergou diferente. “Para ele foi uma verdadeira descoberta.
Viu no cordel, um gênero literário e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O Baile das Quatro Artes publicou um capítulo ‘Romanceiro de Lampião’ retratando o período do cangaceirismo e, o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos coletados durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira”, assim continua Nando Poeta, na apresentação.
Defende o apresentante de Macunaíma em cordel, que Mário de Andrade inspirou-se em um dos folhetos clássicos do cordel brasileiro, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros desse gênero. “O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi a fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma” assegura o escritor apresentante.
O nome Macunaíma,
Ima – “grande”, maku – “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo…
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.
Sobre o autor
Nasceu em 16/11/1950 na cidade de Marabá Paulista – “Pontal do Paranapanema” (SP) -, mas viveu toda a infância e a juventude na cidade vizinha: Mirante do Paranapanema. Aos 18 anos migrou para São Paulo. Foi bancário e atualmente, além de escritor, é diagramador de textos para a Editora Luzeiro e Magazine Gibi. A Editora Luzeiro publicou vários livros de cordel de sua autoria:
O coronel avarento ou o homem que a terra recusouO mistério da pele da novilhaO gato de botasOs dez mandamentosApagando as pegadas em CordelO carroceiro e o burro, o burro esperto e o cavalo burroAs cabaças do Akpalô, e O país Kastoriano contra o império da terra do fogo.
O autor foi premiado no concurso nacional “Mais literatura de Cordel edição 2010” – Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, com a recriação em cordel da obra:
Os três fios de cabelo de ouro do diabo em Cordel”.
 Serviço:
Lançamento do livro e palestra
Oficina Cultural Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda
(próximo do metrô Mal Deodoro)
01/10/16, das 15 às 17h
http://jornalcentroemfoco.com.br/wp/arquivos/2426

Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, em Cordel. Cordelista: Josué G. de Araújo



Para homenagear Mário Andrade, cuja morte completou 70 anos o ano passado, o poeta cordelista Josué Gonçalves de Araújo adaptou para o cordel a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, uma das mais conhecidas obras do também autor de “Pauliceia Desvairada”, e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922. Josué o fez a propósito de atender o convite da professora Sueli Gonçalves – da Rede Municipal de Ensino -, criadora da APL – Academia Estudantil de Letras, que atua dentro da Academia Paulista de Letras.
A obra de Mário de Andrade vertida para o cordel no ano passado, e que foi publicada pela Editora Areia Dourada, terá lançamento oficial na Oficina Cultural Casa de Mário de Andrade, em 1º de outubro, com palestra sobre Cordelismo e apresentações musicais. Entre a palestra e a sessão de autógrafos haverá um momento de declamação e música, com a participação dos poetas Varneci Nascimento, Cleusa Santo e Carlos Moura.
Na apresentação da obra de Josué Araújo, o escritor e sociólogo Nando Poeta lembra que em suas viagens Brasil afora, para melhor conhecer a cultura de nosso povo, Mário de Andrade esteve no nordeste e se encantou com a vida simples e com o que se produzia artisticamente na região. Ali encantou-se com o cordel, a cantoria e, mesmo, com o cangaceirismo.
“De imediato,a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade do povo, as raízes da cultura nordestina”, depreende Nando Poeta do cordel de Josué, que incumbiu-se apresentar:
Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!
As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”
Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas foi projetada.
Era ainda os anos 1920 e nos ciclos eruditos o cordel era visto como uma literatura de pouco valor, por não agregar o lírico, mas Mário a enxergou diferente. “Para ele foi uma verdadeira descoberta.
Viu no cordel, um gênero literário e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O Baile das Quatro Artes publicou um capítulo ‘Romanceiro de Lampião’ retratando o período do cangaceirismo e, o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos coletados durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira”, assim continua Nando Poeta, na apresentação.
Defende o apresentante de Macunaíma em cordel, que Mário de Andrade inspirou-se em um dos folhetos clássicos do cordel brasileiro, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros desse gênero. “O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi a fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma” assegura o escritor apresentante.
O nome Macunaíma,
Ima – “grande”, maku – “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo…
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.
Sobre o autor
Nasceu em 16/11/1950 na cidade de Marabá Paulista – “Pontal do Paranapanema” (SP) -, mas viveu toda a infância e a juventude na cidade vizinha: Mirante do Paranapanema. Aos 18 anos migrou para São Paulo. Foi bancário e atualmente, além de escritor, é diagramador de textos para a Editora Luzeiro e Magazine Gibi. A Editora Luzeiro publicou vários livros de cordel de sua autoria:
O coronel avarento ou o homem que a terra recusouO mistério da pele da novilhaO gato de botasOs dez mandamentosApagando as pegadas em CordelO carroceiro e o burro, o burro esperto e o cavalo burroAs cabaças do Akpalô, e O país Kastoriano contra o império da terra do fogo.
O autor foi premiado no concurso nacional “Mais literatura de Cordel edição 2010” – Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, com a recriação em cordel da obra:
Os três fios de cabelo de ouro do diabo em Cordel”.
 Serviço:
Lançamento do livro e palestra
Oficina Cultural Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda
(próximo do metrô Mal Deodoro)
01/10/16, das 15 às 17h
http://jornalcentroemfoco.com.br/wp/arquivos/2426

Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, em Cordel. Cordelista: Josué G. de Araújo


Para homenagear Mário Andrade, cuja morte completou 70 anos o ano passado, o poeta cordelista Josué Gonçalves de Araújo adaptou para o cordel a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, uma das mais conhecidas obras do também autor de “Pauliceia Desvairada”, e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922. Josué o fez a propósito de atender o convite da professora Sueli Gonçalves – da Rede Municipal de Ensino -, criadora da APL – Academia Estudantil de Letras, que atua dentro da Academia Paulista de Letras.
A obra de Mário de Andrade vertida para o cordel no ano passado, e que foi publicada pela Editora Areia Dourada, terá lançamento oficial na Oficina Cultural Casa de Mário de Andrade, em 1º de outubro, com palestra sobre Cordelismo e apresentações musicais. Entre a palestra e a sessão de autógrafos haverá um momento de declamação e música, com a participação dos poetas Varneci Nascimento, Cleusa Santo e Carlos Moura.
Na apresentação da obra de Josué Araújo, o escritor e sociólogo Nando Poeta lembra que em suas viagens Brasil afora, para melhor conhecer a cultura de nosso povo, Mário de Andrade esteve no nordeste e se encantou com a vida simples e com o que se produzia artisticamente na região. Ali encantou-se com o cordel, a cantoria e, mesmo, com o cangaceirismo.
“De imediato,a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade do povo, as raízes da cultura nordestina”, depreende Nando Poeta do cordel de Josué, que incumbiu-se apresentar:
Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!
As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”
Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas foi projetada.
Era ainda os anos 1920 e nos ciclos eruditos o cordel era visto como uma literatura de pouco valor, por não agregar o lírico, mas Mário a enxergou diferente. “Para ele foi uma verdadeira descoberta.
Viu no cordel, um gênero literário e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O Baile das Quatro Artes publicou um capítulo ‘Romanceiro de Lampião’ retratando o período do cangaceirismo e, o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos coletados durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira”, assim continua Nando Poeta, na apresentação.
Defende o apresentante de Macunaíma em cordel, que Mário de Andrade inspirou-se em um dos folhetos clássicos do cordel brasileiro, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros desse gênero. “O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi a fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma” assegura o escritor apresentante.
O nome Macunaíma,
Ima – “grande”, maku – “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo…
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.
Sobre o autor
Nasceu em 16/11/1950 na cidade de Marabá Paulista – “Pontal do Paranapanema” (SP) -, mas viveu toda a infância e a juventude na cidade vizinha: Mirante do Paranapanema. Aos 18 anos migrou para São Paulo. Foi bancário e atualmente, além de escritor, é diagramador de textos para a Editora Luzeiro e Magazine Gibi. A Editora Luzeiro publicou vários livros de cordel de sua autoria:
O coronel avarento ou o homem que a terra recusouO mistério da pele da novilhaO gato de botasOs dez mandamentosApagando as pegadas em CordelO carroceiro e o burro, o burro esperto e o cavalo burroAs cabaças do Akpalô, e O país Kastoriano contra o império da terra do fogo.
O autor foi premiado no concurso nacional “Mais literatura de Cordel edição 2010” – Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, com a recriação em cordel da obra:
Os três fios de cabelo de ouro do diabo em Cordel”.
 Serviço:
Lançamento do livro e palestra
Oficina Cultural Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda
(próximo do metrô Mal Deodoro)
01/10/16, das 15 às 17h
http://jornalcentroemfoco.com.br/wp/arquivos/2426

Cordelista Josué G. de Araújo lança livro "Macunaíma – o herói sem nenhum caráter", em Cordel na Oficina Cultural Casa Mário de Andrade.


Para homenagear Mário Andrade, cuja morte completou 70 anos o ano passado, o poeta cordelista Josué Gonçalves de Araújo adaptou para o cordel a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, uma das mais conhecidas obras do também autor de “Pauliceia Desvairada”, e um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, de 1922. Josué o fez a propósito de atender o convite da professora Sueli Gonçalves – da Rede Municipal de Ensino -, criadora da APL – Academia Estudantil de Letras, que atua dentro da Academia Paulista de Letras.
A obra de Mário de Andrade vertida para o cordel no ano passado, e que foi publicada pela Editora Areia Dourada, terá lançamento oficial na Oficina Cultural Casa de Mário de Andrade, em 1º de outubro, com palestra sobre Cordelismo e apresentações musicais. Entre a palestra e a sessão de autógrafos haverá um momento de declamação e música, com a participação dos poetas Varneci Nascimento, Cleusa Santo e Carlos Moura.
Na apresentação da obra de Josué Araújo, o escritor e sociólogo Nando Poeta lembra que em suas viagens Brasil afora, para melhor conhecer a cultura de nosso povo, Mário de Andrade esteve no nordeste e se encantou com a vida simples e com o que se produzia artisticamente na região. Ali encantou-se com o cordel, a cantoria e, mesmo, com o cangaceirismo.
“De imediato,a cabeça do idealizador da Pauliceia Desvairada, interagiu com aquela realidade. E ele se dispôs a abrir a sua criação literária deixando-a se influenciar pela produção artística que expressava de forma singular a realidade do povo, as raízes da cultura nordestina”, depreende Nando Poeta do cordel de Josué, que incumbiu-se apresentar:
Nos versos do Futurista,
Poeta Mário de Andrade:
“Ver arte contando história,”
“São glórias desta cidade.”
Quando um povo não tem glória,
Arte é celebridade!
As obras falam por si:
Moda: “Viola quebrada”
Livro: “Lira Paulistana”
Sua obra consagrada,
“Macunaíma, o herói,
Nas telas foi projetada.
Era ainda os anos 1920 e nos ciclos eruditos o cordel era visto como uma literatura de pouco valor, por não agregar o lírico, mas Mário a enxergou diferente. “Para ele foi uma verdadeira descoberta.
Viu no cordel, um gênero literário e passou a beber nessa fonte. Na sua obra O Baile das Quatro Artes publicou um capítulo ‘Romanceiro de Lampião’ retratando o período do cangaceirismo e, o que foi mais sublime, reproduziu trechos da poesia de cordel, que ele retirou dos folhetos coletados durante a viagem, explicando aquele fenômeno histórico, tão desconhecido da maioria da população brasileira”, assim continua Nando Poeta, na apresentação.
Defende o apresentante de Macunaíma em cordel, que Mário de Andrade inspirou-se em um dos folhetos clássicos do cordel brasileiro, de autoria do paraibano Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros desse gênero. “O cordel satírico A Vida de Cancão de Fogo e o seu Testamento foi a fonte em que Mário de Andrade bebeu para construir o protagonista de seu clássico Macunaíma” assegura o escritor apresentante.
O nome Macunaíma,
Ima – “grande”, maku – “mau”,
Bom e mau, covarde e bravo…
Um elemento dual:
Sendo incapaz e capaz,
Faz o bem e faz o mal.
Sobre o autor
Nasceu em 16/11/1950 na cidade de Marabá Paulista – “Pontal do Paranapanema” (SP) -, mas viveu toda a infância e a juventude na cidade vizinha: Mirante do Paranapanema. Aos 18 anos migrou para São Paulo. Foi bancário e atualmente, além de escritor, é diagramador de textos para a Editora Luzeiro e Magazine Gibi. A Editora Luzeiro publicou vários livros de cordel de sua autoria:
O coronel avarento ou o homem que a terra recusouO mistério da pele da novilhaO gato de botasOs dez mandamentosApagando as pegadas em CordelO carroceiro e o burro, o burro esperto e o cavalo burroAs cabaças do Akpalô, e O país Kastoriano contra o império da terra do fogo.
O autor foi premiado no concurso nacional “Mais literatura de Cordel edição 2010” – Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura, com a recriação em cordel da obra:
Os três fios de cabelo de ouro do diabo em Cordel”.
 Serviço:
Lançamento do livro e palestra
Oficina Cultural Casa Mário de Andrade
Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda
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01/10/16, das 15 às 17h
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