domingo, 13 de dezembro de 2009

Lançamento de livro em Cordel - Josué

Lançamento
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Lançado pela Editora Luzeiro,
O meu primeiro livreto de Cordel :
"O Coronel Avarento ou
O homem que a terra recusou".
Tema: Tragédia no cenário do sertão nordestino.
Estrófes: 152 (septilhas( em versos de sete sílabas.

Obs: Adaptação de um dos meus contos em prosa, ja lançado pela Editora Caravansarai do Rio de Janeiro, no livro:
"Apagando as Pegadas" Contos e Crônicas.

Após lançar um romance de 186 páginas e um livro de contos, cedi aos apelos da infância e escrevi o meu primeiro cordel.
Minha avó, foi quem me contou as histórias de cordeis, quando eu ainda tinha 6 anos de idade. Descobri, bem ali, uma asa para voar e me deliciar em outros cenários, longe daquela vida de bóia-fria, nas terras do oeste de São Paulo, no Pontal do Paranapanema. Aquelas histórias contadas pela minha avó, podem ter me salvo do tédio daquela vida, que eu nunca havia escolhido.
Onde adquirir o livreto de Cordel:
Na Editora:
Editora Luzeiro : Rua Dr. Nogueira Martins, 538 - Saude - Cep: 04143-020 São Paulo-SP
Fone: (11)5585-1800 / 5589-4342 - http://www.editoraluzeiro.com.br/ - e-mail.: vendas@editoraluzeiro.com.br
ou
no Sebo Paulistano a Rua Cel. Xavier de Toledo, 200 - Centro - São Paulo - CEP 01048-000 - Fone: (11)3214-5132 com Dona Rose ou Jaime

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Minhas origens em versos de cordel
Eu, por mim, mesmo...
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O meu nome é Josué.
Sou filho de nordestino,
Escrever é o meu prazer.
Foi assim desde menino.
Minha avó sempre dizia:
Se tu amas a poesia,
Trovador é o seu destino.

O meu pai era baiano,
E se chamava José,
Apesar da vida dura,
Ele sempre teve fé.
Foi então que de repente,
Numa tarde de sol quente,
Se largou na estrada a pé.

Da Bahia prá São Paulo,
Lá pras bandas do oeste.
Terras boas pra lavoura,
Igualzinho as do nordeste!
Só que a chuva, lá não tarda,
E a colheita é sempre farta,
Nessa região agreste.

Mas, pra enfrentar a vida:
Um é fraco, dois é forte –
Já dizia o meu pai,
Que depois voltou ao norte,
Para sua terra querida,
E o amor da sua vida,
Encontrou com muita sorte.

Minha mãe de cor branquinha,
O meu pai era mulato,
Meu avo desconfiado,
Rude e sem muito trato,
Era contra o casamento,
Não lhe deu consentimento,
Mas não impediu o fato.

Tinha lá um pau-de-arara,
Como único transporte,
Para aqueles retirantes,
Que fugiam lá do norte;
E após todo o casório,
Com o clima de velório,
Partiram atrás da sorte.

Foi então que vim ao mundo
Numa casa de sapé,
No meio de uma lavoura,
Da fazenda Nazaré.
O meu pai me registrou,
Com nome que encontrou,
No livro de Josué.

Mas agora vou falar,
Dessa luta literária,
E também como fugi
Do inferno da barbária,
Onde a praga do espinho
Se transforma em diabinho,
Estorvando a vida agrária.

Tornei-me, então, um poeta;
Um poeta Cordelista,
Cordelista de bancada!
Nada a ver com repentista.
Não sou improvisador,
E também não sou cantor,
Nesse assunto, sou realista.

Dessa forma minha gente,
Sem ter muita competência,
Sou poeta por acaso.
Recebi a influência
Dos livretos de cordéis,
Essas folhas de papéis,
Que têm toda uma ciência.

O livreto no barbante
É cordel literatura,
A poesia popular,
Feito na métrica pura,
Cada verso é rimado,
Ritmado e musicado,
Pra cantar nossa cultura.

Não vivo a vida que sonho,
Mas canto a vida que vivo,
A minha alma é duas metades,
Com elas vivo e revivo,
Uma vida é a que sinto,
Sendo, a outra, a que consinto,
Dessa forma eu sobrevivo.

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