domingo, 4 de outubro de 2015

Poesia ou Música? Ninguém segura a inspiração!

Porteira do tempo
(Josué G. de Araújo)

Eu cantei lá na porteira
Onde o meu amor passou.
Só parei a cantoria
Quando o tempo anunciou

Que andorinha que é migrante
Quando vai o tempo trás,
Maracanã avoante
Voa longe e o ninho faz.

Esse cinza da porteira,
Cor do tempo sem idade.
O ferrolho enferrujado
Não é só da umidade.
É o molhar das minhas lágrimas
Quando eu canto de saudade.

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