domingo, 2 de agosto de 2009

O roteiro do destino


A impotência me cerca, me torna escravo,
No tronco do ócio, senzala da inércia.
Nos sonhos forçados, encontro refúgio,
A esperança fugindo, da névoa fria,
Galopa sorrindo, num raio de luz,
Minha sombra no chão, em forma de cruz,
É a mente brincando, brincando de Deus!

O destino é um livro escrito.
Somos todos os personagens,
De uma história muito simples,
Mas, quem muda a sua história,
Troca a vida pela glória,
Ou morre louco e sem vitória.

Quando o vento da ilusão,
Sopra forte, muito forte,
Vem um farfalhar de páginas,
E deixa o tempo sem controle.
Ai a mente se libera!
São vislumbres, fantasia,
Que o tempo até espera,
Pra chover a chuva fria.
E as páginas da verdade,
Voltam todas de mansinho,
E na minha ansiedade,
Fico todo abestalhado,
Cheio de incredulidade.

A razão ainda é mestra,
D’uma criança impaciente,
Só a ilusão é amante,
Desse louco inconseqüente.

Amanhã, bem de manhã,
Esperarei o sol raiar,
E o fantasma do meu tempo,
Ainda vou lhe assustar.
As cortinas eu vou abrir,
Meu coração iluminar,
Se da janela a alma olhar,
Verá os raios sobre a mesa,
Escrevendo com presteza,
Minha história, minha glória,
Meu caminho andantino,
Meu roteiro, meu destino.

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