terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Obra comtemplada com prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 Edição Patativa do Assaré do Ministério da Cultura

Os três fios de cabelo de ouro do diabo
Josué G. Araujo - Editora Luzeiro

Em um tempo muito antigo, o nascimento de uma criança empelicada causa estremecimentos no pequeno vilarejo onde vivem seus pais. Uns dizem que é maldição, outros que é mau augúrio. Uma sábia feiticeira lhe profetiza bonança e realeza. O Imperador, receoso de perder seu trono, adota um plano de crueldade e morte. Mas o destino está traçado...


Todo e qualquer egoísmo
É irmão da ambição,
Que é irmã da inveja,
Madrasta da presunção,
Com isso o homem se acha
O Senhor da Criação.

Alegre, por não ser Deus,
O nosso Pai Soberano,
Peço aos céus, inspiração
Para tratar de um profano
E de um dos grandes pecados
Que persegue o ser humano.

Sob o teto de um casebre,
Nasceu um menino forte.
Por conta de seu aspecto
Julgaram trazer má sorte,
Mau agouro, bruxaria
Ou o cutelo da morte.

Acontece que a criança
Veio ao mundo empelicada.
O pai vestiu-se de susto,
A mãe ficou alarmada.
Julgaram que aquele filho
Teria vida azarada.

...

— Um bebê empelicado —
Refletiu a cartomante —
É sinal de boa sorte.
Apesar de alarmante,
Digo que esse sortudo
Será grande governante!

De criança a adolescente,
O jovem traz porte belo,
Mas a cisma do destino
Já lhe prepara um cutelo:
As águas do rio da morte
Abalarão seu castelo.

Mas isso já é o fim...
Vamos voltar ao começo
Porque história se conta
Do início, sem tropeço.
Por isso peço que leiam
Todo o caso com apreço.

...

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