quinta-feira, 24 de junho de 2010

Zitoé Catimbozeiro, o burrinho misterioso



Leandro viajava no Maria Fumaça de cidade em cidade, pra divulgar e vender o seu cordel.


Eu vou montado no meu burrinho. Vou vender o Coronel Avarento, O mistério da pele da novilha, o cordel das copas, e todos os outros livretos. Zitoé é catimbozeiro, quando bate uma orelha na outra, a gente aparece em outra cidade. É mais rápido que o Pavão Misterioso. Zitoé voa com o pensamento. Alguém duvida?


Vamos lá Zitoé Catimbozeiro.

Cordel é Poesia (Josué)

Na supremacia poética,
Todo soneto perfeito,
Completo com suas regras,
Tem espaço por direito
Ao lado da trova em quadra!
O Cordel só não se enquadra
Em razão do preconceito.

Julgamento literário
Persistindo em rotular,
O cordel literatura,
De romance popular,
Esquecendo que o cordel,
Que lembra o menestrel,
É poesia pra se contar.

Se é poesia com suas regras,
Deve ser classificado
De forma imparcial,
Pesquisando seu passado
Como os sonetos e trovas,
Assuntando bem as provas
Pra ficar bem informado.

Cada verso da poesia,
Do cordel literatura,
É rimado e ritmado,
Feito na métrica pura
Em estrofes de sextilha
Ou também feito em setilha,
Pra contar nossa cultura.


***
Nota: Agradecimentos pela belíssima caricatura
Telefone de contato é: 11 9364-8857
Fábio Fernando

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